O que são a bursite trocantérica e a tendinite nos glúteos que atingiram o coreógrafo Carlinhos de Jesus e como o fisiatra atua

Após cinco meses sem andar depois que descobriu ter uma bursite trocantérica bilateral e uma tendinite nos glúteos, neste último domingo (9 de novembro), o dançarino e coreógrafo Carlinhos de Jesus levantou-se da cadeira de rodas, durante o programa do apresentador Luciano Huck.

Em julho passado, o artista começou a ter desconforto ao andar e dificuldade para subir escadas, evoluindo para dores fortes ao se levantar e ao dormir de lado. A condição o levou a usar muletas e, em alguns períodos, cadeira de rodas, até iniciar tratamento especializado.

O caso do coreógrafo não é muito raro. Até 15% dos brasileiros adultos apresentam algum episódio de bursite trocantérica ao longo da vida, e a tendinite glútea é uma das principais causas de dor lateral no quadril, especialmente entre mulheres e pessoas com sobrepeso.

 

O que são a bursite trocantérica bilateral e a tendinite nos glúteos?

 

A bursite trocantérica é a inflamação da bursa, pequena bolsa cheia de líquido que protege o atrito entre o osso do quadril (trocânter maior) e os músculos e tendões ao redor.

A tendinite glútea ocorre quando há inflamação nos tendões dos músculos glúteos médio e mínimo, que se inserem nessa mesma região. Por isso, as duas condições frequentemente aparecem juntas.

 

Quais as causas da bursite trocantérica bilateral e tendinite nos glúteos e quem pode ter?

 

Essas doenças costumam surgir em pessoas que:

- realizam movimentos repetitivos ou de impacto (como correr, dançar, subir escadas);

- têm desalinhamentos posturais;

- estão acima dos 40 anos, quando os tendões se tornam mais frágeis;

- ou apresentam doenças autoimunes ou metabólicas.

 

Quais os sintomas mais comuns da bursite trocantérica bilateral e tendinite nos glúteos?

 

Os sintomas em geral são:

- dor na lateral do quadril, que pode irradiar para o glúteo ou parte externa da coxa;

- dor ao caminhar, subir ou descer escadas, ou deitar de lado;

- sensação de rigidez e limitação dos movimentos;

- dificuldade para cruzar as pernas ou levantar da cama;

- sensibilidade e inchaço leve na região dolorida;

- em casos crônicos, fraqueza muscular e marcha mancando.

 

Como o médico fisiatra atua no tratamento da bursite trocantérica bilateral e tendinite nos glúteos?

 

O médico fisiatra, especialista em Medicina Física e Reabilitação, é o profissional indicado para conduzir o tratamento dessas condições. Ele avalia a causa da dor, solicita exames de imagem e elabora um plano de reabilitação personalizado — que normalmente envolve:

- fisioterapia, para reduzir a dor, restaurar os movimentos e fortalecer a musculatura;

- exercícios de fortalecimento e alongamento específicos para quadris e abdômen;

- controle de inflamação com medicamentos prescritos e técnicas complementares, como acupuntura ou ondas de choque;

- acompanhamento multidisciplinar, que pode incluir ortopedista, reumatologista, educador físico e nutricionista;

- reeducação postural e biomecânica, para corrigir movimentos e prevenir recidivas.

O trabalho em equipe é fundamental para devolver a mobilidade e qualidade de vida, como tem ocorrido com Carlinhos de Jesus, que segue em tratamento e fisioterapia intensiva.

 

Como se prevenir da bursite trocantérica bilateral e tendinite nos glúteos?

 

Algumas medidas simples fazem diferença:

1. evite sobrecarga e movimentos repetitivos sem pausas;

2. fortaleça a musculatura do quadril e do abdômen, com exercícios orientados;

3. alongue-se regularmente, antes e depois de atividades físicas;

4. mantenha o peso corporal adequado;

5. use calçados confortáveis e adequados ao tipo de atividade;

6. busque orientação médica logo que surgirem dores persistentes no quadril;

7. adote hábitos posturais saudáveis, especialmente para quem passa muito tempo sentado.

 

O caso de Carlinhos de Jesus reforça a importância de ouvir o corpo e procurar atendimento médico especializado diante de qualquer dor no quadril. A bursite trocantérica e a tendinite glútea têm tratamento eficaz quando diagnosticadas precocemente, e a atuação do médico fisiatra, junto a uma equipe multidisciplinar, é essencial para a recuperação completa e para o retorno às atividades com segurança.

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