Um em quatro brasileiros adultos são obesos, segundo o Ministério da Saúde. Já o excesso de peso, que inclui o sobrepeso, alcança 62% da população adulta. A situação preocupa ainda mais entre os mais jovens. Cerca de 38% das crianças e adolescentes brasileiros vivem com sobrepeso ou obesidade, proporção quase duas vezes maior que a média global. E, infelizmente, a obesidade vem avançando no país.
As pessoas obesas encontram no médico fisiatra um profissional que ajuda a quebrar esse ciclo, e faz isso com acolhimento.
Especialista em medicina física e reabilitação, o médico fisiatra escuta a história da pessoa, respeita seus limites e constrói, junto com ela, metas realistas para que sejam alcançadas e devolvam a qualidade de vida, tendo condições de caminhar sem dor, subir escadas com segurança, voltar a brincar com os netos ou retomar atividades de que gosta, por exemplo.
O médico fisiatra não trata o paciente apenas pela perspectiva do peso. Ele atua para reduzir os impactos mecânicos e inflamatórios crônicos que a obesidade exerce sobre o corpo.
Do ponto de vista mecânico, o excesso de peso sobrecarrega articulações como joelhos, quadris, tornozelos e pés, além da coluna, favorecendo dores e desgaste, como a osteoartrite e a lombalgia.
Do ponto de vista inflamatório, o tecido adiposo em excesso mantém o organismo em um estado de inflamação de baixo grau, que pode contribuir para a dor persistente, para a fadiga e para a piora de doenças musculoesqueléticas.
O resultado costuma ser um ciclo difícil: a dor limita o movimento, a falta de movimento dificulta o controle do peso, e o peso agrava a dor.
Cada pessoa é única, portanto, o plano terapêutico respeita a sua individualidade. De forma geral, a atuação do médico fisiatra inclui:
* o exame físico detalhado de postura, marcha, força, equilíbrio, amplitude de movimento e capacidade para as atividades do dia a dia, além da identificação de dores e de condições associadas;
* a prescrição individualizada de exercícios, definindo a intensidade e a progressão ideais, de modo seguro e gradual, priorizando atividades de baixo impacto, como hidroginástica, natação e bicicleta, aliadas ao fortalecimento muscular, que protege as articulações e preserva a massa magra;
* o tratamento da dor com o uso de recursos como medicamentos, técnicas de reabilitação, modalidades físicas e, quando indicado, procedimentos minimamente invasivos, sempre com foco em devolver o movimento;
* a prescrição do uso de órteses, palmilhas e dispositivos auxiliares, quando necessário, para aliviar a carga sobre as articulações e dar mais segurança à marcha;
* o cuidado antes e depois de tratamentos para perda de peso seja através da cirurgia bariátrica ou por tratamentos medicamentosos, ajudando a manter força, massa muscular e mobilidade durante o processo;
* e a avaliação de alterações posturais e da marcha, estímulo a atividades físicas prazerosas e, no caso de crianças e adolescentes, orientações aos responsáveis que tem participação fundamental no tratamento.
O médico fisiatra, portanto, tem papel muito importante para o cuidado da pessoa obesa, mas que também envolve outros profissionais de saúde, como o endocrinologista, o nutricionista, o psicólogo, o educador físico, o. fisioterapeuta, entre outros.
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ABMFR
Oferecer aos médicos fisiatras meios para desenvolverem-se na prestação de atendimento à saúde da pessoa com deficiência e dor crônica, seja por meio de intervenções diagnósticas, terapêuticas ou avaliações periciais e laudos.
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