Praticar esportes e manter o corpo em movimento traz inúmeros benefícios à saúde, mas a atividade física também pode provocar lesões quando há sobrecarga, movimentos repetitivos, preparação inadequada ou recuperação insuficiente.
Dores musculares e tendinites, entorses, lesões ligamentares, problemas nos joelhos, quadris, ombros e coluna estão entre as condições que podem limitar os movimentos e comprometer a qualidade de vida.
São as várias as situações que expõem a pessoa ao maior risco de lesões, tais como:
- treinar intensamente sem adaptação gradual;
- aumentar rapidamente a carga ou a duração dos exercícios;
- repetir movimentos sem recuperação adequada;
- negligenciar o fortalecimento muscular e o aquecimento;
- utilizar equipamentos ou calçados inadequados;
- e insistir na atividade apesar da dor.
Alterações de força, mobilidade, equilíbrio, postura e padrão de movimento também podem contribuir para a sobrecarga de determinadas estruturas.
As pessoas vítimas de lesões esportivas e ortopédicas têm no médico fisiatra o profissional indicado para tratar destes problemas, pois ele é o especialista em Medicina Física e Reabilitação.
O médico fisiatra atua na avaliação e no tratamento não cirúrgico de diversas condições musculoesqueléticas, dentre elas, estes tipos de lesões. Seu olhar vai além da lesão isolada. Ele considera a biomecânica do corpo como um todo, investigando como músculos, articulações, postura, equilíbrio e maneira de executar os movimentos interagem e podem estar relacionados aos sintomas.
A avaliação inclui a história clínica, o exame físico, a análise da força, da amplitude de movimento, da marcha e da execução de atividades específicas. Quando necessário, o médico solicita exames complementares para esclarecer o diagnóstico e identificar fatores que possam dificultar a recuperação. Com base nesses achados, estabelece um plano individualizado, de acordo com a lesão, as condições de saúde e os objetivos de cada pessoa.
O tratamento pode incluir prescrição de exercícios terapêuticos e fortalecimento progressivo, alongamentos, treino de equilíbrio e coordenação, correção de padrões de movimento e orientações para ajustar a carga de treinamento.
Para controlar a dor, podem ser utilizados medicamentos e recursos físicos ou procedimentos intervencionistas, quando indicados. Em algumas situações, órteses e outros dispositivos auxiliares também ajudam a proteger estruturas e favorecer a função.
A reabilitação é planejada para recuperar mobilidade, força e funcionalidade, prevenir recorrências e permitir o retorno gradual e seguro ao esporte, ao trabalho e às atividades cotidianas.
Dependendo do caso, o cuidado envolve também fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, profissionais de educação física e outros integrantes da equipe multiprofissional. Nem toda lesão exige cirurgia, embora algumas condições necessitem de avaliação ortopédica e tratamento cirúrgico.
Ao identificar as causas e os fatores que contribuem para a sobrecarga, o médico fisiatra ajuda a tratar a dor, recuperar o movimento e orientar estratégias para reduzir o risco de novas lesões. O objetivo é que cada pessoa possa se movimentar com mais segurança, autonomia e qualidade de vida.
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Oferecer aos médicos fisiatras meios para desenvolverem-se na prestação de atendimento à saúde da pessoa com deficiência e dor crônica, seja por meio de intervenções diagnósticas, terapêuticas ou avaliações periciais e laudos.
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